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Culinária política

por Manuel_AR, em 21.05.11
Culinária política
 Afinal o que é que a política tem a ver com a culinária?
Vejamos! Na culinária são utilizados ingredientes e condimentos de para a obtenção dos paladares mais diversificados para que os nosso anfitriões, ou clientes se for  um restaurante, recordem e fiquem satisfeitos. Na nova culinária  experimentam-se, reformulam-se e combinam-se ingredientes para resultarem em novos sabores e experiências gastronómicas.

Na política também são utilizados e misturados ingredientes (palavras, chavões, frases feitas) para atraírem clientelas para os  pratos prometidos durante as campanhas eleitorais.
Assim como há cozinheiros muito hábeis e inovadores na criação de receitas, há também alguns políticos que sabem manipular e combinar ingredientes e condimentos  para os seus potenciais clientes,  alguns deles já sem paladar. Acabam afinal por consumir o que está na ementa que se mantém    meses ou anos. Quando assim é o melhor é mudar de restaurante. O que faríamos se uns nossos amigos nos convidassem para jantar num restaurante onde já tínhamos estado anteriormente onde, para além da comida mal confecionada apanhámos uma intoxicação? Provavelmente declinávamos diplomaticamente o convite  e sugeríamos a escolha de outro local para o nosso jantar.

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publicado às 17:09

PORTUGAL NA HORA DA VERDADE

por Manuel_AR, em 19.05.11
Livro a não perder.

Leitura acessível que ajuda a compreender a razão da situação em que Portugal se encontra dando sugestões para vencer a crise nacional. Ilustrado com gráficos muito claros e concisos.É também um bom livro para consulta.

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publicado às 00:07

Do quem tenho medo é da tomada do poder pelo "Chapeleiro Louco" que vive no mundo de "Alice no País das Maravilhas"

por Manuel_AR, em 16.05.11

ESTADO SOCIAL E INFORMAÇÃO
Não é raro ouvirmos dizer de forma simplista  que se está numa guerra  terrível entre os defensores do Estado social e dos outros os que o querem destruir. Afirmações que mais não pretendem do que aterrorizar o povo português, mal informado e com um grau de iliteracia muito grande, que apenas discute futebol em momentos tão decisivos para todos. É fácil convencer um povo que, como se sabe, e eles também, tem memória curta.

SOCIALISMO NA GAVETA
Em Portugal os dois maiores partidos nunca estiveram tão afastados um do outro nas suas posições. Se bem nos lembramos, em campanhas eleitorais após o 25 de abril, houve quem afirmou que o partido socialista tinha "metido o socialismo gaveta" e, muitas das vezes, passou a ser chamado de  social democrata.

A atual "versão" do partido socialista é acérrima defensora do estado social que, diga-se, durante os últimos seis anos começou a desmantelar. O que não admira. Esta é, de facto, a política de José Sócrates, dizer que faz uma coisa e, passado algum tempo, dizer o seu contrário.

O NEOLIBERALISMO
Alguns dos princípios básicos do neoliberalismo  estão presentes no documento que os negociadores do plano de ajuda que qualquer que seja o governo vai ter que  concretizar e operacionalizar. É por isso que o programa do partido socialista é vago e sem detalhes. Forma que é já bem nossa conhecida, esconder a realidade e nunca falar verdade aos portugueses como têm feito até aqui.

TUDO SE DEVE À CRISE INTERNACIONAL!
A crise a que chegámos, para além da parte que cabe à crise internacional, é da responsabilidade dos partidos que nos governaram anteriormente  e cujos erros estruturais anteriores  não conseguiram corrigir. Pelo contrário, o governo de José Sócrates agravou a situação nestes últimos sete anos através do rumo que nos conduziu à atual situação.

A TROIKA, O REAL E O VIRTUAL
Interessa neste momento a Sócrates esconder mais uma vez a realidades atraindo para uma armadilha os eleitores que nele votarem. É por isso que acusa os seus opositores mais diretos de neoliberais, mas ele sabe que vai ter que aplicar as medidas impostas cuja base é neoliberal. Ou será que as medidas do tal PEC IV, que tanto gosta de comparar com as medidadas da "Troika" são socialistas.  Com os partidos chamados por José Sócrates de neoliberais já sabemos com o que contamos. O que me apavora não são os neoliberais, é o apego ao poder de José Sócrates  e dos "seus socialistas" que já nada têm a oferecer ao país e ao povo.

AS PROMISCUIDADES ESTADO E PRIVADO
Num artigo de Henrique Monteiro, li no Expresso de 14 de maio o seguinte: "Hoje, pensionistas, trabalhadores, pequenos empresários e agricultores vêm-se obrigados a ter  de pagar o dinheiro que o Governo desperdiçou. Mas não foi com pensionistas ou trabalhadores que houve derrapagens e se cometeram excessos. Foram, sim, estradas inúteis, consultadorias inúteis, propaganda inútil  e "boys" inúteis que deram cabo do país. Além das inúmeras promiscuidades - com banqueiros, especuladores, Joes Berardos diversos, empresas do regime, ditadorzecos vários, etc. - que em nada contribuíram para o louvado Estado social e apenas minaram a coesão do país ".

Do quem tenho medo é  da tomada do poder  pelo "Chapeleiro Louco" que vive no mundo de "Alice no País das Maravilhas".

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publicado às 23:49

Portugal País clubista!

por Manuel_AR, em 10.05.11
Um clube, segundo o  dicionário da Porto Editora, é uma associação criada para ajudar os seus membros na prática de atividades recreativas, desportivas ou culturais ou, ainda, local de reuniões de natureza cultural, política ou recreativa.

A maioria dos cidadãos terão com certeza o seu clube de futebol preferido. A vivência clubista, não raras vezes, dá lugar a rivalidades entre os seus associados,  adeptos e apoiantes, nomeadamente, no que se refere às claques dos principais clubes. Também são frequentes discussões entre pessoas de clubes diferentes quando se coloca em causa o clube que se apoia.

Abandonar ou mudar de clube é considerado deslealdade e quem muda de clube é apelidado de "vira casacas". Associados mais exaltados até rasgam o cartão de sócio num momento de exaltação. Apesar de profundo desgosto é desleal aos princípios clubistas mudar de clube, mesmo quando perde um ou vários jogos e deixa de ficar em posição de destaque na classificação.

Vive-se o clube de tal modo que, por vezes, se retiram dias a férias, pede-se dispensa do trabalho ou sacrifica-se algo em troca de uma ida ao estrangeiro para o acompanhar.
Assinam-se canais desportivos de televisão e até canais privados de clubes onde se esmiuçam os jogos até à exaustão, sempre numa perspectiva egocêntrica, para regozijo dos seus associados e adeptos.

Por estranho que pareça, na política também existe clubismo. Temos os militantes dos partidos que vivem o partido e lutam por ele em qualquer circunstância, mesmo quando os seus líderes tenha causado os maiores prejuízos, quer ao seu próprio partido, quer ao país quando estão no governo. Identicamente aos associados e adeptos dum clube de futebol também é raro haver  militantes/associados de partidos que deixem de ser militantes  quando ele não ganha eleições ou quando frustra as suas expectativas. A maioria  continua a apoiar o seu partido mesmo em circunstancias adversas.

A política não é apenas feita pelos militantes, nem os governos são eleitos apenas por eles. Em democracia são os cidadãos eleitores, nos quais aqueles também se incluem, que decidem o governo que querem e em que circunstâncias. Mesmo os que não votam decidem pela abstenção que os outros escolham por eles. Na opção do sentido de voto também há clubismo, neste caso, partidário. Podemos estabelecer uma analogia com os clubes de futebol. Quando um cidadão elege um partido que nos vai governar a todos durante quatro anos, a tendência tem vindo a ser "conservadora no sentido do voto", isto é, votar sempre no mesmo partido em que sempre votou. Tal como num clube de futebol está em causa a tendência clubista. Está em causa a consciência de cidadão eleitor que não quer ser  desleal  e "vira casacas" em relação ao partido em que sempre votou, mesmo que  este não tenha cumprido os objectivos para que foi eleito e tenha frustrado todas as expectativas.

Votar num partido que nos vai governar não é o mesmo que ser leal a um clube de futebol em que perder ou ganhar pode dar tristezas ou alegrias, mas não vai modificar a nossa forma de viver, nem melhorar ou piorar o nosso sistema social, nem vai resolver os problemas que o país atravessa. Deste modo, eleger outro "clube" que nos governe, não é ser desleal nem "vira casacas" . É isso a democracia a capacidade de os cidadão poderem, quando assim o entenderem, mudar quem está no poder sem receios de termos a sensação de trair aqueles em quem sempre votámos. No futebol não podemos decidir o resultado de um jogo. Quando muito podemos apoiar o nosso clube para que ganhe, mas o resultado não depende de nós. Em política podemos sempre mudar o resultado quando, para tal, somos chamados.

O clubismo nas eleições padece de um síndrome da direita que, em sentido figurado, é um conjunto de sinais ou características associados a uma situação crítica e causadores de receio ou insegurança. É esta síndrome que alguns partidos exploram até à exaustão, fazendo passar mensagens distorcidas. A direita em Portugal, apesar de alguns erros, nunca fez tão mal ao país  como a esquerda que nos tem governado durante os últimos anos. Por isso há que mudar os dirigentes do clube, isso podemos nós todos fazer sem receio que nos chamem "vira casacas".

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publicado às 22:02

A imagem da cidade: Lisboa

por Manuel_AR, em 06.05.11


Av.Fontes Pereira de Melo
Projeto CRONO
 
 Há alguns anos fiz uma recensão, sobre o livro a Imagem da Cidade de Kevin Lynch, que continua a ter uma atualidade incontestável. Para Lynch, as cidades têm uma leitura que nos é dada por informações através de símbolos, cores, ruas, edifícios e outros elementos marcantes em que estão envolvidos todos os sentidos dos seus habitantes.
Apoiando-me em Lynch, escrevi na referida recensão  que  "Os bairros são as áreas citadinas relativamente grandes que o observador pode reter mentalmente. Possuem características  físicas que os identificam das outras áreas: o espaço, a forma, o tipo e a forma dos edifícios, as atividades, os habitantes. A disposição das janelas dos edifícios são indicados como identificação dos bairros mais importantes.". Alguns edifícios são portanto "elementos marcantes, isto é, pontos de referência considerados exteriores ao observador que são simples elementos físicos variáveis em tamanho. Qualquer ponto que se evidencie numa cidade  pode servir de indicação ou de orientação de caminho a seguir. Para que este pontos sejam referidos devem ter determinadas caraterísticas como a característica e a originalidade e com que  contrastam com o cenário de fundo que os individualiza dos restantes . No caso de Lisboa são exemplos edifícios como por exemplo a Caixa Geral dos Depósitos entre a Praça de Londres e Campo Pequeno, a cúpula do Centro Comercial Colombo entre muitos outros. Há também outro tipo de elementos marcantes tais como edifícios velhos ou em ruínas ou outros que possuam características na sua construção que os distinga dos restantes, quer pelo tamanho, cor, arquitetura, etc..  

Vem tudo a propósito de um artigo que li no Courrier Internacional de Abri de 2011, escrito por Rachel Dixon, denominado "Urban splash: arte pública em Lisboa",  que aborda a questão dos grafitis na cidade de Lisboa. Quem passear por algumas avenidas ou ruas da cidade pode deparar-se com alguns edifícios degradados que têm sido pintados por artistas da chamada arte de rua ou arte pública, conhecida também por street art.

A autora do artigo elogia este tipo de iniciativa que, segundo ela, "…é possível distinguir entre rabiscos sem sentido e belas obras de arte urbana. A Câmara de Lisboa começou a fazer essa distinção, integrando-a num processo de reabilitação urbana que combina (de forma geralmente consequentes) esforços de limpeza … disponibilizando edifícios abandonados a artistas, percebendo que a boa arte de rua pode ser um trunfo.".

Aos elogios da arte de rua aplicada aos edifícios abandonados pode contrapor-se que, a chamada "arte urbana serve para dar cobertura à negligência da herança lisboeta" segundo  a opinião que Jonh Chamberlain que também escreveu no Courier Internacional.

De certo modo pode concordar-se que o projeto Cronos foi produtor da transformação, diga-se disfarce, de edifícios degradados, em vez de uma estratégia urbana para  a sua recuperação. É uma nova forma de ilusionismo, o ilusionismo urbano criado através de pinturas mais ou menos expressionistas, a ilusão de edifícios recuperados. O expressionismo pode ser considerado por alguns como uma arte impulsiva e fortemente individual, que utiliza grandes manchas de cor, intensas e contrastantes, aplicadas livremente de   formas distorcidas e forma caricatural do desenho, no sentido de se obter maior expressividade, com contornos fortes e grosseiros que é o que podemos ver nas ditas paredes pintadas.
Sem desprimor para os autores daquelas pinturas, é como limpar a sala e colocar o lixo debaixo da carpete. Gastam-se dinheiros públicos para que se esconda o "lixo" que é também uma forma de esconder a negligência dos responsáveis pelo planeamento urbano. Não é a arte urbana, que ao esconder a degradação dos edifícios, vai deixar que os edifícios continuem a degradar-se até à ruína, passando,   pela pior das razões, a ser novos pontos marcantes na cidade de Lisboa.

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publicado às 16:42

A peça, o ator e o papel são os mesmos, o que muda é a encenação da representação

por Manuel_AR, em 06.05.11
Na sociedade cada um de nós é um ator que representa vários papéis.  A noção de papel constitui uma ponte entre as perspectivas psicológica e sociológica porque supõe um nível individual e um nível colectivo. Num certo sentido, os papéis preexistem ao agente sob a forma de conduta em função de um determinado estado e de uma determinada situação.
Cada sujeito assume o seu  papel segundo o seu próprio estilo. Deste modo, existe num grupo organizado uma repartição de papéis que preexiste às pessoas e no interior dos papéis, a que não são displicentes os problemas das atitudes, uma vez que cada um desempenha o seu papel de acordo com a sua atitude pessoal.

Um ator, em cada peça ou até na mesma peça, pode representar personagens diferentes em função do guião.  Poderemos exemplificar com casos de alguns dos nossos políticos e governantes. Quando estão em momento de campanha eleitoral a mudança de atitude e de comportamento ajustam as suas intervenções à nova realidade, com a finalidade de captar votos e fazer inverter a atitude do eleitores que, enquanto governantes, lhes foram desfavoráveis. Psicológica e sociologicamente falando, o drama da comunicação está em tentar que os outros nos "vejam" tal como gostaríamos que eles nos vissem. Após acesso ao poder, a partir do estatuto que foi dado pelo voto esse político, o ator, vai encarnar um novo personagem cujo papel irá ser diferente do que assumiu durante a fase pré-eleitural e eleitoral.
Deixa de ser um papel de candidato e passa ser o papel de governante tendo o objectivo sido atingido, com a consequente mudança de atitude. Um exemplo do que se afirma pode ser observado atentamente pela última entrevista efectuada pela jornalista Judite de Sousa na TVI ao ainda primeiro ministro Eng. José Sócrates. Comparando com outras intervenções anteriores a encenação passou a mostrar a representação de  um novo personagem com nova faceta. Mas, como todos os atores profissionais, quando terminam a atuação no palco voltam novamente a ser como eram antes, eles próprios.

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publicado às 16:23

Ironicamente, em democracia, também há ditadores "esclarecidos"

por Manuel_AR, em 06.05.11
 
Esta ideia parece descabida em contexto democrático. Todavia vale a pena fazer a sua análise. Analisar também é distinguir  e, desde já, devemos distinguir ditadura de democracia. Assim como há diferentes tipos de ditaduras também há diferentes tipos de democracias (as repúblicas populares  de partido único também se intitulam de democracias ), não existindo democracia sem partidos. Mas,  os partidos na sua democracia interna estão sujeitos a pressões dos seus líderes e quem os apoia. Arriscaríamos a afirmar que há ditadores dentro dos partidos que confundem disciplina partidária com unanimidade de pontos de vista, eliminando toda e qualquer oposição interna que lhes seja desfavorável. Sendo a palavra ditadura demasiado forte em contexto democrático poderemos substituí-la por líderes autoritários, obstinados, teimosos e senhores da sua vontade que não ouvem nada nem ninguém, colocando os seus interesses acima  de tudo e de todos. 
A par deste tipo de líderes partidários, os seus apoiantes  silenciam vozes oponentes no interior dos seus partidos. Há várias formas de o fazer de modo a conduzir a uma falsa unanimidade.
As eleições internas e os congressos dos partidos funcionam na maior parte das vezes como "marketing" político. Em alguns partidos , os seus líderes gostariam que, internamente,  funcionassem como comités centrais idênticos a alguns partidos de esquerda mais radicais. Mas, neste contexto,  nem todos os autoritarismos são iguais. Existem diferenças morais e éticas políticas  entre os vários tipos de líderes,  autoritários, algumas delas tão grandes quanto entre ditadores e democratas.  Nem todos são maus e devem ser substituídos. Há os que são benevolentes, sensatos,  autênticos, verdadeiros e dialogantes, aos quais seria insensatez virar as costas.

Um bom líder partidário cujo partido queira ser governo, para além de legitimidade formal, deverá ter visão a médio e a longo prazo, não ter previsões e interesses eleitoralistas, mostrar a existência de um contrato social e capacidade para tornar a sociedade mais completa em termos institucionais, sem interferência em instituições privadas ou públicas que não lhe sejam favoráveis, com os objectivos pessoais de perpetuação no poder, não   utilizar o estado e seus recursos para benefício próprio e dos seus apoiantes partidários e para interesses eleitoralistas.

Alguns gostariam de ser como alguns ditadores asiáticos que fizeram sair os seus países da pobreza fazendo emergir uma classe média, ao contrários de outros que apostam em a destruir, facilitando uma dicotomia entre os que possuem recursos financeiros e as outras classe cada vez mais proletarizadas.

Quando as expectativas são goradas em relação aos seus dirigentes e estes não dão resposta às exigências sociais geram-se protestos que podem assumir formas mais ou menos violentas. O trabalho de um líder esclarecido querendo perpetuar a sua permanência no poder deveria estruturar  hierarquicamente a sociedade de modo a permitir o surgimento ou a continuidade de uma classe média   forte (não confundir com novo riquismo) e a sua transição de um nível para outro sem asfixiar outras classes, normalmente as mais fracas menos reivindicativas e sem capacidade de mobilização, que são sempre as vítimas das reformas preconizadas e achadas como necessárias que apenas atingem fortemente alguns.

Encontramo-nos num período de agitação democrática e eleitoral. É altura de tomarmos consciência de que, não é após a realização de eleições quando tudo acalmar, que vamos ter sentimentos de indignação face aos resultados, porque, para vencer autoritarismos de líderes partidários que aparecem agora com roupagem dialogante e esclarecedora não devemos  ficar comodamente à espera que os outros escolham por nós. O direito à indignação passa, também, por votar massivamente, mesmo que seja em branco. Em democracia é através das eleições que podemos eleger  ou destituir líderes obstinados ou autoritários que falham enquanto governantes.

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publicado às 16:19



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